terça-feira, 3 de novembro de 2009

De volta. (And it's good to be back)

Quem me conhece um pouco mais ou acompanha esse blog há algum tempo sabe que eu ando bem relapsa quando o assunto é cinema, filmes e afins. Para se ter uma idéia, me assustei essa semana ao ouvir a propaganda do Festival de Cinema de Brasília que acontece nos próximos dias. Em outras épocas, eu fazia contagem regressiva (igual ao Oscar, lembra?). Pois é.

Não posso deixar de admitir que a Sétima Arte perdeu um pouco de espaço na minha vida. Outras paixões apareceram e o tempo diminuiu. Além disso, o preço do ingresso nos cinemas de Brasília é algo muito fora do padrão de quem quer assistir três, quatro filmes por semana.

"Ué, baixa o filme, pô!"

Sim, eu sei, esse é o primeiro comentário que passa na cabeça das pessoas. Mas eu não sou muito adepta a essa prática (embora AME baixar músicas. Vai entender...). Uma das soluções que acabei encontrando foi comprar filmes legais a baixo custo nas Americanas. Sim, vantagens de trabalhar num shopping. Dá para encontrar váaarias coisas legais. Outra, são os amigos-queridos-que-também-compram-dvds-e-não-se-importam-de-partilhar-com-os-coleguinhas, e também alguns poucos momentos de tevê a cabo que não são gastos vendo seriados-bobagens-mas-super-legais.

Devaneios à parte, voltemos ao objetivo desse post: falar das duas últimas incursões cinematográficas do meu ser: Inimigos Públicos e Os Vigaristas. É bem verdade que nenhum deles estava exatamente na minha lista de prioridades. Mas acabaram me mostrando que valem a diversão.

O ponto em comum, claro, é o lado “fora-da-lei”. Em duas épocas completamente diferentes, com propostas completamente opostas, os dois filmes acabam falando da mesma coisa. Com mais ou menos glamour (respectivamente).


No primeiro, temos ninguém menos que o maravilhoso-sensacional Johnny Depp interpretando um grande ladrão de bancos, bem estilo Al Capone. Há quem diga que tem um pouco de Bonnie & Clyde, embora sem a Clyde (Isso é possível??). É mesmo uma mistura de uma dose de vigarice, uma pitada de romance, muitos tiros e um clima muito, muito deslumbrante. De quebra, ainda tem o Chistian Bale fazendo tipo de bom moço. Ai, ai.

Já n’Os Vigaristas, há um tanto de ironia, misturada com um pouco de humor e uma boa dose do inesperado. Ver a Rachel Weisz fazendo papel de uma perdida no mundo foi, no mínimo, diferente. Os dois irmãos Bloom (Adrien Brody e Mark Ruffalo), que dão nome ao filme na versão original, estão bem. Embora, no todo eu tenha ficado com aquela sensação de “eu-sei-que-estou-vendo-um-filme”, valeu a sessão, valeram as risadas.

Enfim, não vou mesmo esquecer do John-Johny-Depp- Dillinger dizendo "I like baseball, movies, good clothes, whiskey, fast cars... and you. What else you need to know?". E nem da Penelope-Rachel-Weisz-Stamp: "This was a story about a girl who could find infinite beauty in anything, any little thing, and even love the person she was trapped with. And i told myself this story until it became true. Now, did doing this help me escape a wasted life? Or did it blind me so I didn't want to escape it? I don't know, but either way I was the one telling my own story..."

Observação importante


Eu já disse isso aqui uma vez, mas já tem muito, muito tempo: essa é uma obra de ficção-realidade. Logo, o que você lê aqui pode tanto ter acontecido exatamente da maneira como foi descrito” quanto pode ser fruto apenas da imaginação de uma blogueira sem mais nada de bom pra fazer. E como nada na vida é “ou preto, ou branco”, tonalidades de cinza também podem ser encontradas.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Diálogos: fragmentos estranhos em uma vida comum II


A - Se você não quer, tem que quem queira.
B - E você? O que quer?
A - Quero o que o mundo quer. Quero que a vida me trouxer.
B - Assim, sem critério?
A - Quem sou eu para definir critérios? O que eu sei das coisas, dos caminhos, dos aprendizados?
B - Sabe a mesma coisa que todos nós, sabe o que já viveu, sabe o que já passou.
A - Sei só o que eu não quero.
B - Isso já é um critério.
A - Um critério amplo, vazio e sem significados.
B - Como?
A - Claro que sim. O mesmo conteúdo pode ter diferentes roupagens e aí se leva tempo para identificar o que é o que.
B - Mas depois se tem um critério.
A - Só para quem não muda de opinião.

Quer casar comigo?

Imprensa livre é imprensa privada?
Emir Sader

A ideologia liberal – dominante nestes tempos – costuma caracterizar se um país é democrático, pelo seu regime político, fazendo suas perguntas clássicas: Se há pluralismo partidário, separação de poderes no Estado, eleições periódicas e imprensa livre. Não contempla a natureza social do país, se há universalização de direitos básicos, se se trata de uma democracia social ou apenas do sistema político.

Um dos problemas dessa visão redutiva que marca o liberalismo, seccionando a esfera político-institucional do resto da formação social, é que vai buscar a resposta no lugar errado. Saber se um país é democrático é saber se sua sociedade é democrática. O sistema político é uma parte dela e deveria estar em função não de si mesmo, mas de criar uma sociedade democrática.

Mas o pior desses critérios é tentar fazer passar que imprensa privada é critério de democracia. Imprensa privada (isto é, fundada na propriedade privada, na empresa privada) como sinônimo de imprensa livre é uma contradição nos termos. Imprensa centrada na empresa privada significa a subordinação do jornalismo a critérios de empresa – lucro, custo-benefício, etc. . etc., a ser financiado por um dos agentes sociais mais importantes – as grandes empresas. O que faz com que a chamada imprensa “livre” seja, ao contrário, uma imprensa caudatária dos setores mais ricos da sociedade, presa a seus interesses, de rabo preso com as elites dominantes.

A chamada imprensa “livre” representa os interesses do mercado, dos setores que anunciam nos veículos produzidos por essas empresas, que são mercadorias, que transformam as noticias e as colunas que publicam em mercadorias, que são compradas e vendidas, como toda mercadoria.


Emir, pra variar. Termina de ler aqui ó, que é sensacional


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Né?

Ítaca

Konstantinos Kavafis

Quando você partir para Ítaca,

que sua jornada seja longa,

repleta de aventuras, plena de conhecimento.


Não temas Laestrigones e Ciclopes nem o furioso Poseidon;

você não ira encontra-los durante o caminho, se

o pensamento estiver elevado, se a emoção

jamais abandonar seu corpo e seu espírito.


Laestrigones e Ciclopes, e o furioso Poseidon

não estão em seu caminho

se você não carrega-los em sua alma,

se sua alma não os colocar diante dos seus passos.

Espero que sua estrada seja longa.


Que sejam muitas as manhãs de verão,

que o prazer de ver os primeiros portos

traga uma alegria nunca vista.

Procure visitar os empórios da Fenícia,

recolha o que há de melhor.


Vá as cidades do Egito,

aprenda com um povo que tem tanto a ensinar.

Não perca Ítaca de vista,

pois chegar lá é o seu destino.


Mas não apresse seus passos;

é melhor que a jornada demore muitos anos

e seu barco só ancore na ilha

quando você estiver enriquecido

com o que conheceu no caminho.


Não espere que Ítaca lhe dê mais riquezas.

Ìtaca já lhe deu uma bela viagem;

sem Ìtaca, você jamais teria partido.

Ela já lhe deu tudo, e nada mais pode lhe dar.


Se, no final, você achar que Ìtaca é pobre,

não pense que ela o enganou.

Porque você tornou-se um sábio, viveu uma vida intensa,

e este é o significado de Ìtaca.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Constatações. (Ainda bem)

  • Desculpa, mas não tem como não achar bonitinho ganhar um mini-set-list, assim, do nada e depois de tanto tempo.
  • É no mínimo curiosa a percepção de váaarias energias diferentes em uma mesma noite. É mesmo uma pena não poder aproveitar todas elas.
  • Comprovado: é muito, muito difícil meditar depois de tomar um energético.
  • Se eu tivesse que resumir meus dilemas existenciais em apenas uma pergunta, ela sem dúvidas seria: sou eu que espero muito ou as pessoas que fazem pouco? Por enquanto, 50%.
  • É incrível como eu consigo ficar extremamente feliz só de pensar em ver a vida de outro jeito. E nos passinhos de formiguinha que eu estou dando para que isso aconteça.
  • Definitivamente, você sabe quando uma pessoa realmente importa para você quando você está com muitas saudades e o simples fato de talvez encontrá-la por dois dias seguidos te deixa sorrindo pras paredes.
  • A "sessão descarte/arrumação" da minha casa fez com que eu desenterrasse uns discos que eu não ouvia há uns seis ou sete anos. Agora eu não consigo parar de ouví-los. Desesperadamente.
  • É interessante como pequeninas mudanças na rotina fazem o seu dia totalmente diferente.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

No estômago?


O mundo fora da minha cabeça tem janelas, telhados, nuvens, e aqueles bichos brancos lá embaixo. Sobre eles, não te detenhas demasiado, pois correrás o risco de transpassá-los com o olhar ou ver neles o que eles próprios não vêem, e isso seria tão perigoso para ti quanto para mim violar sepulcros seculares, mas, sendo uma borboleta, não será muito difícil evitá-lo: bastará esvoaçar sobre as cabeças, nunca pousar nelas, pois pousando correrás o risco de ser novamente envolvida pelos cabelos e reabsorvida pelos cérebros pantanosos e, se isso for inevitável, por descuido ou aventura, não deverás te torturar demasiado, de nada adiantaria, procura acalmar-te e deslizar para dentro dos tais cérebros o mais suavemente possível, para não seres triturada pelas arestas dos pensamentos, e tudo é natural, basta não teres medos excessivos - trata-se apenas de preservar tuas asas.

Caio F. Abreu

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mudando de planeta

"Dos medos nascem as coragens; e das dúvidas as certezas.
Os sonhos anunciam outra realidade possivel, e os delirios, outra razão.
Somos, enfim, o que fazemos para transformar o que somos.
A identidade não é uma peça de museu, quietinha na vitrine, mas a sempre assombrosa síntese das contradições nossas de cada dia.
Nesta fé, fugitiva, eu creio.
Para mim, é a única fé digna de confiança, porque é parecida com o bicho humano, fodido mas sagrado, e à louca aventura de viver no mundo. "


Eduardo Galeano

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Grande sertão: Veredas

"Confiança,
o senhor sabe,
não se tira das coisas feitas ou perfeitas,
ela rodeia,
é o quente da pessoa'"
JGR

Diálogos: fragmentos estranhos em uma vida comum I

A – Noooossa, olha a Luiza Brunet na capa da Boa Forma desse mês!!

B – Putz! E aos 47 anos!

A – Ai, vou até levar a revista pra servir de meta. Quero chegar aos 50 assim.

B – Ah, mas você não vai mesmo...

domingo, 13 de setembro de 2009

Back e tudo mais...

Enfim, aqui estou eu, de volta a minha casinha adorada e a minha rotina querida. Gripada, é verdade, mas nada além de um resfriado comum. Nada de gripe suína, ufa!


De novo, well... a sétima temporada de Gilmore Girls foi revista :-), mas ainda não os extras. Alguns amigos queridos já foram encontrados. Alguns. Mais bolsa, vestido, máquina, botas, calças, blusas, cremes, cremes, cremes, maquiagens e MUITA informação.


Acho que isso é uma das coisas que mais me faz ser completamente apaixonada por viagens: a quantidade absurda de coisas novas a que temos acesso. E não interessa se a oportunidade de sair da casinha foi rumo ao exterior ou a São Jorge. Whatever. Para os observadores, sempre há muito a aprender. Nos costumes, nas falas, no convívio, na decoração, no clima, nas àrvores e, claro, nas pessoas. É sempre um banho de descobertas, de novidades, seja com pessoas novas na sua vida ou com aquelas que já fazem parte da sua estória há tempos, mas que sempre têm novas facetas a apresentar. Ainda bem. Abaixo a previsibilidade, tchau pra mesmice.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Canadeando??

  • Eu que sempre achei que Brasilia tinha o clima mais estranho das Americas, me enganei. Calgary, uma pequena cidade ao Sul da provincia de Alberta, Canada, eh mais frio pela manha, mais quente durante o dia e talvez mais seco que a capital brasileira.

  • Eu que vim pra ca cheia de casacos, me convenci que um biquini na mala nao foi insanidade como pareceu ao pega-lo quase sem querer na gaveta do quarto.

  • Por enquanto aqui tem muito trabalho. O evento eh bem legal, embora em alguns pontos perca para o nosso ai no Brasil. De qq forma, vale muito saber como eh que as pessoas fazer a mesma coisa que voce em outro lugar do mundo.

  • O que mais chama atencao por aqui eh a diversidade cultural. Como a cidade tem muitos asiaticos, nem me sinto um peixe fora d'agua. Ainda assim, muitos loiros-brancos-de-olhos-claros, negros, morenos, mulatos e pardos. Parece que a globalizacao tomou mesmo conta do Canada. Pelo menos em Calgary.

  • A cidade tem um clima de cowboy, percebido nos detalhes das botas, das calcas, mas tambem tem muito executivo. Os edificios empresariais sao muitos. E tem pelo menos mais cinco estao em construcao (o que significam pelo menos cinco gruas espalhadas pela cidade).

  • Fora isso, Calgary tem muitas, muitas arvores, um parque com esquilos (!!) e varios shoppings com vaarias lojas legais que nao tem no Brasil. Pena que eh tudo em dolar. Ou melhor, que eu nao ganho em dolar...

  • Cerveja parece ser a bebida nacional. Ufa. Uma mais gostosa que a outra. A de mel, putz....bem girly, mas deliciosa!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Pra (re)lembrar (ou como somos pequenos)