De volta. (And it's good to be back)
Quem me conhece um pouco mais ou acompanha esse blog há algum tempo sabe que eu ando bem relapsa quando o assunto é cinema, filmes e afins. Para se ter uma idéia, me assustei essa semana ao ouvir a propaganda do Festival de Cinema de Brasília que acontece nos próximos dias. Em outras épocas, eu fazia contagem regressiva (igual ao Oscar, lembra?). Pois é.
Não posso deixar de admitir que a Sétima Arte perdeu um pouco de espaço na minha vida. Outras paixões apareceram e o tempo diminuiu. Além disso, o preço do ingresso nos cinemas de Brasília é algo muito fora do padrão de quem quer assistir três, quatro filmes por semana.
"Ué, baixa o filme, pô!"
Sim, eu sei, esse é o primeiro comentário que passa na cabeça das pessoas. Mas eu não sou muito adepta a essa prática (embora AME baixar músicas. Vai entender...). Uma das soluções que acabei encontrando foi comprar filmes legais a baixo custo nas Americanas. Sim, vantagens de trabalhar num shopping. Dá para encontrar váaarias coisas legais. Outra, são os amigos-queridos-que-também-compram-dvds-e-não-se-importam-de-partilhar-com-os-coleguinhas, e também alguns poucos momentos de tevê a cabo que não são gastos vendo seriados-bobagens-mas-super-legais.
Devaneios à parte, voltemos ao objetivo desse post: falar das duas últimas incursões cinematográficas do meu ser: Inimigos Públicos e Os Vigaristas. É bem verdade que nenhum deles estava exatamente na minha lista de prioridades. Mas acabaram me mostrando que valem a diversão.
O ponto em comum, claro, é o lado “fora-da-lei”. Em duas épocas completamente diferentes, com propostas completamente opostas, os dois filmes acabam falando da mesma coisa. Com mais ou menos glamour (respectivamente).
No primeiro, temos ninguém menos que o maravilhoso-sensacional Johnny Depp interpretando um grande ladrão de bancos, bem estilo Al Capone. Há quem diga que tem um pouco de Bonnie & Clyde, embora sem a Clyde (Isso é possível??). É mesmo uma mistura de uma dose de vigarice, uma pitada de romance, muitos tiros e um clima muito, muito deslumbrante. De quebra, ainda tem o Chistian Bale fazendo tipo de bom moço. Ai, ai.
Já n’Os Vigaristas, há um tanto de ironia, misturada com um pouco de humor e uma boa dose do inesperado. Ver a Rachel Weisz fazendo papel de uma perdida no mundo foi, no mínimo, diferente. Os dois irmãos Bloom (Adrien Brody e Mark Ruffalo), que dão nome ao filme na versão original, estão bem. Embora, no todo eu tenha ficado com aquela sensação de “eu-sei-que-estou-vendo-um-filme”, valeu a sessão, valeram as risadas.
Enfim, não vou mesmo esquecer do John-Johny-Depp- Dillinger dizendo "I like baseball, movies, good clothes, whiskey, fast cars... and you. What else you need to know?". E nem da Penelope-Rachel-Weisz-Stamp: "This was a story about a girl who could find infinite beauty in anything, any little thing, and even love the person she was trapped with. And i told myself this story until it became true. Now, did doing this help me escape a wasted life? Or did it blind me so I didn't want to escape it? I don't know, but either way I was the one telling my own story..."




